segunda-feira, 25 de abril de 2011

Balada "Santas"?


Será????
          Bem, hoje vou falar um pouco sobre algo que algumas pessoas usam, principalmente os jovens da Igreja, dizendo que estão evangelizando, porém estão apenas usando as coisas que o mundo oferece tentando maquiá-las com palavras cristãs. Aí entram as discotecas “cristãs”, alguns ritmos como, por exemplo, o rock e as “missas jovens”.
          Vamos pensar um pouco: será que esses métodos – vamos chamá-los assim – de evangelização funcionam mesmo? Neste artigo, vamos tentar responder a essas questões e, como sempre, fundamentar as respostas nos pilares da Igreja: a Bíblia, a Santa Tradição e o Magistério da Igreja.
          São incontáveis os movimentos e pastorais da Igreja que usam das discotecas "cristãs" como forma de tentar evangelizar os jovens. Se fossemos pensar pelo lado do número de pessoas que vão a esse tipo de eventos, chegaríamos à conclusão que é uma ótima maneira. Mas não é o caso, já que desde sempre os nossos Pontífices pedem que a juventude seja santa, então queremos santidade e não quantidade, não que não queiramos muitos, mas temos que primeiramente pensar em santificá-los.
          Além disso, falando sério, e isso posso falar por experiência própria, pois já fui a umas “cristo”tecas, seria esse um ambiente católico de verdade, alguém teria a coragem de falar isso? Respondo: Não, pelo contrário! O ambiente é praticamente o mesmo de uma discoteca secular, o que muda é somente o fato de que as músicas tem (ou não) uma temática católica. Falando na linguagem da juventude, a “pegação” também rola solta, acontece o maldito fica-fica do mundo, quando não acontece coisas piores, as meninas dançam de forma sensual, ou seja, de forma alguma seria um ambiente em que jovens comprometidos com o Evangelho de Jesus Cristo, com a Cruz e com o desejo de pureza estariam.
          Falemos também sobre o rock, esse é um dos, digamos, maiores problemas. Muitas bandas ou ministérios de música insistem em usar desse estilo musical para “converter” - é o que eles dissem - as pessoas que estão “no mundo”, com isso rasgam de uma vez as “vestes da tradição da Igreja”. Bem, estes alegam que a Igreja não é contrária ao rock porque não tem um pronunciamento oficial em seus documentos. A julgar que esse argumento é totalmente ridículo, vamos aos reais motivos pelos quais defendemos o contrário.   
          Primeiramente, os principais exorcistas da Igreja consideram o rock como o principal meio pelo qual o demônio leva almas para o inferno. O Pe. Gabriele Amorth fala sobre isso em uma entrevista [Veja aqui], claramente ataca o rock satânico em si, mas, usando as palavras de um dos sucessores de São Pedro, diz que a fumaça de Satanás está em todas as partes, podemos ver isso mais uma vez nesses malditos estilos musicais dentro da Igreja. Além do mais, a Igreja combate as revoluções modernas e o rock é a principal arma revolucionária dos últimos tempos, com isso podemos deduzir que esta é a praga dos nossos dias, e que deve ser e é combatida pela Igreja.
          Continuando, o rock sempre foi usado para fazer-se contrário a tudo, por exemplo, é usado sempre para se fazer oposição aos governos e suas práticas. Foi o rock que inicialmente ocasionou a revolução sexual em Woodstock, e ainda alguns dos músicos das bandas deste estilo musical, como em qualquer outra, tem uma boa influência sobre os seus fãs. Como se tudo isso não bastasse, os que se dizem católicos, insistem em pregar um maldito anti-evangelho, dizendo que fazer tatuagens, colocar pircings não é pecado, e que é até interessante colocar um símbolo religioso como, por exemplo a medalha de São Bento – queria saber o que ele pensa sobre isso :P – quando a Bíblia – conf. Lv 19,28 – e a Igreja não permitem o uso de tais coisas.
          Uma outra aberração, o que eu considero como a pior atitude, é o que, em alguns locais, chamam de “missas Jovens”. Nestes eventos, vê-se claramente a desobediência dos que as organizam. Com o objetivo de trazer jovens para a Santa Missa, fazem de tudo que causaria um infarto em São Pe. Pio e São Cura D'Ars – isso se eles não os expulsassem a bofetadas –, estes literalmente trancam o missal no armário da sacristia e criam uma liturgia de seu próprio interesse, com isso a Santa Missa deixa de apresentar aquilo que realmente é, ou seja o Calvário, a manifestação da Paixão e Morte do Nosso Senhor Jesus Cristo e torna-se um showzinho barato. Nessas “missas jovens”, a nave da Igreja torna-se palco de todo tipo de danças, às vezes até danças parecidas ou iguais às que acontecem em terreiros de macumba; torna-se lugar de paquera, não se vai mais a Igreja para adorar a Deus, e sim com o interesse de se ver o que vai acontecer de novo, de que danças vão fazer. Aí vem os aplausos e todo tipo de coisas que não se deve fazer no Calvário que é a Santa Missa.
          Eu pergunto agora, como você se comportaria estando na Gólgota no momento em que o Nosso Senhor Jesus Cristo se sacrificava por nós? Estaria dançando? Ou iria para junto de Nossa Senhora e lá acompanharia o sacrifício com compaixão e contemplação? Pense nisso!
          São Francisco de Sales (1567-1622), no seu livro Filotéia, fala: As danças e os bailes são coisas de si inofensivas; mas os costumes de nossos dias tão afeitos estão ao mal, por diversas circunstâncias, que a alma corre grandes perigos nestes divertimentos.(...) Fica-se aí alta hora da noite, perdendo-se a manhã seguinte e conseguintemente o serviço de Deus. Numa palavra, é uma LOUCURA fazer da noite dia e do dia noite, e trocar os exercícios de piedade por vãos prazeres. TODO baile está cheio de vaidade e emulação e a vaidade é uma disposição muito favorável às paixões desregradas e aos amores perigosos e desonestos, que são as conseqüências ordinárias dessas reuniões. (...) Eis aqui alguma que muito te aconselho: (Os destaques são meus)
1. Naquelas mesmas horas que passaste no baile, muitas almas se queimavam no inferno por pecados cometidos na dança ou por suas más conseqüências.

2. Muitos religiosos e pessoas piedosas, nessa mesma hora estavam diante de Deus, cantando seus louvores e contemplando a sua bondade; na verdade, o seu tempo foi muito mais empregado que o teu!

3. Enquanto dançavas, muitas pessoas se debatiam em cruel agonia, milhares de homens e mulheres sofriam dores atrocíssimas em suas casas ou nos hospitais. Ah! eles não tiveram um instante de repouso e tu não tiveste a menor compaixão deles; não pensas tu agora que um dia hás de gemer como eles, enquanto outros dançarão?!...

4. Nosso Senhor, a SS. Virgem, os santos e os anjos te estavam vendo no baile. Ah! Quanto os desgostaste nessas horas, estando o teu coração todo ocupado com um divertimento fútil e tão ridículo!

5. Ah! Enquanto lá estavas, o tempo se foi passando e a morte se foi aproximando de ti; considera que ela te chame para a terrível passagem do tempo para a eternidade e para uma eternidade de gozos ou de sofrimentos.

           Portanto, se ele, naquela época, já falou isso, imagine hoje em dia? Os santos são os nossos mestres aqui na terra, seus ensinamentos devem ser escutados e seguidos já que foi vivendo assim que eles conseguiram o caminho do Céu. Citando outro santo: “Os cristãos que entram num baile, deixam seu anjo da guarda na porta e é um demônio que o substitui; portanto, logo passa a haver na sala, tantos demônios quanto dançarinos” (São João Maria Vianney). Por isso, temos que ter cuidado com os locais para onde vamos.
          Caríssimos, olhem o que o Santo Padre disse em uma visita a Fátima: "Diria que uma Igreja que procura ser acima de tudo atrativa já está no caminho errado. Pois a Igreja não trabalha por si, não trabalha para aumentar seus próprios números, e assim o seu poder. A Igreja está a serviço de um Outro". Deixo também as duras palavras de Santo Irineu de Lyon: "Por astuta aparência de verdade, os hereges seduzem a mente dos inexpertos e escravizam-nos, falsificando as palavras do Senhor" (Ad Haer, Pr. 1).
          Observe também a exortação de São Paulo: “Prega a palavra, insiste, quer agrade quer desagrade.”(2 Tim 4, 2-4)
          Imaginem Cristo montando uma discoteca para converter, São Paulo com brinquinho, piercing e inúmeras caveiras no braço falando que morreria pelo evangelho do Senhor, São Pedro com tatuagens, um piercing na língua, para não falar só dos apóstolos, pense em São Padre Pio, Madre Tereza de Calcutá, João Paulo II e o papa Bento XVI promovendo estes eventos ridículos? E ai? Conseguiu imaginar? Difícil, não é? Por que é tão fácil para alguns católicos promoverem isto, sendo que todos são chamados à santidade e obediência a Cristo e a Igreja? Decidiram tirar “as vestes da tradição da Igreja” em nome de um evangelismo infrutífero.
          “Ai dos que dizem que é bom aquilo que é mau, que dizem que é mau aquilo que é bom, que põem as trevas no lugar da luz e a luz no lugar das trevas, põem o doce no lugar do amargo e o amargo no lugar do doce!” Diz o profeta Isaías no capitulo 5.
          Para finalizar, espero que, com esse post, tenha conseguido mostrar a vocês caríssimos, que não adianta tentar levar os jovens, não só eles, mas qualquer pessoa para a Igreja dando a eles justamente as mesmas coisas que o mundo oferece, eles podem até vir, passar um tempo, mas depois e ai? Para onde eles vão? Será que eles terão forças para resistirem às provações, ou melhor, são mesmo tão frutíferas essas práticas de evangelização, que lhes darão forças para as lutas finais? Será que eles continuarão na Igreja Verdadeira ou irão para a religião do Anti-cristo?
          Porque, com sabemos, no fim as tentações serão muitas, as lutas, as perseguições... tudo será difícil, por mais que seja provável que não mais estejamos aqui, mas os nossos filhos, netos estarão, e eles viverão com nossos exemplos, e qual exemplo daremos, o de santidade ou de promiscuidade? Pensem irmãos, sei que são sábios, que Deus lhes concedeu os Dons de Ciência e Sabedoria. Usem-nos!
Romário Kionys. tem 21 anos é acadêmico do Curso de Ciência da Computação (UERN), voluntario do PET (Programa de Educação Tutorial) do curso de Ciência da Computação(UERN),é consagrado a Jesus por Maria pelo método de São Luís de Montfort, e co-editor deste blog.
Correção Natalyany Nunes. 

Para citar este artigo:
DIAS, Romário Kionys de Freitas. Baladas "Santas"? In: <http://perecclesiaeunitate.blogspot.com/>25.04.2011

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